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quinta-feira, 19 de março de 2015

Fundamentação


A reflexão sobre o projeto Museu da Terra Norte do Paraná perpassa pela velha dicotomia geográfica em definir o objeto como pertencente à geografia física, e, de fato, ao meio ambiente ou pertencente à análise de uma geografia humana, uma vez que os processos de formação sócio-espacial, independente da estrutura geológica e geoambiental estão relacionados ao homem. Pelo próprio nome e pelas próprias intenções, já é possível imaginar que os materiais que serão apresentados para a produção e ampliação do conhecimento estão relacionados aos fatores condizentes ao solo, daí a necessidade de conhecimento pedológico, edafológico e até geológico. O conhecimento pedológico estuda a formação do solo em todas as suas camadas, a partir da formação da rocha, na busca pela sua conservação e manutenção. O conhecimento edafológico estuda, no âmbito da Agronomia, os solos na perspectiva dos nutrientes e das potencialidades. Considera-se que é de fundamental importância a parte humanística da formação sócio-espacial e de toda a produção do espaço no Norte do Paraná, que também carecem de entendimento e compreensão, não só no âmbito geográfico, mas também da antropologia, sociologia, filosofia, línguas e outras áreas, cuja possibilidade de aprendizagem amplia grandemente, numa perspectiva interdisciplinar. Por isso, reitera-se a opção de um referencial que se baseie no processo de formação bem como no entendimento de um processo recente que gerou grande metamorfose e mudou drasticamente a paisagem regional. O mapeamento das potencialidades do solo demonstra que o Norte e o Oeste do Paraná possuem tais solos férteis, caracterizados por Latossolos e Nitossolos, em regiões com grande quantidade de mananciais e rede de drenagem abundante, o que permite que autores relacionem o Paraná, sobretudo em livros didáticos, como o celeiro nacional, tanto pela quantidade de produção de grãos anuais, quanto pela diversidade desta produção. Estes elementos são carentes de estudos constantes que contribuam para os ambientes de pesquisas e para os gabinetes de planejamento territorial, urbano e regional, mas, a fim de sistematizar e diponibilizar cientificamente esses saberes, de forma que efetivamente contribua com a aquisição de registros e materiais que viabilizem o ensino e a aprendizagem, é que se apresenta a presente proposta. A proposta metodológica fundamenta-se no princípio de que a contemporaneidade, também alcunhada de "era digital", oferece algumas especificidades, muitas vezes negligenciada no processo de ensino-aprendizagem, concernente ao perfil do público aprendente. Segundo Santaella (2004), hodiernamente, esse público "multilinear, multisequencial e labiríntico", já não se quer aprendendo abstrata e passivamente; como leitores "imersivos e virtuais" do mundo, é preciso pô-los em contato com esse mesmo mundo, não fragmentário, não compartimentado, mas como um todo significativo, desde que numa perspectiva científica. Nesse sentido, a presente proposta está para ir ao encontro dessas expectativas contemporâneas. 

Museu da Terra



As atividades didáticas, bem como as permanentes exposições, ocorrerão no Câmpus Avançado de Astorga do Instituto Federal do Paraná. 

Como resultados, espera-se vinculação institucional com a comunidade, constituição de museu permanente, oportunizar a aprendizagem significativa a partir dos cursos que serão ofertados, por meio de atividades relacionadas às ciências humanas; construção de acervo histórico-geográfico para compreensão da formação sócio-espacial da região Norte do Paraná. 
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